sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um novo adeus, um novo recomeço:


Respirei fundo pela terceira vez em frente ao espelho. Tentei inutilmente esconder minha palidez com o blush rosa, mas não funcionou. Talvez até mesmo piorou. Mas não estou doente, não. Eu sou assim: pálida, sem graça. É, alguns que vão ler isso, irão desmentir a minha autoimagem, vão dizer que eu não devia me sentir assim, mas sempre foi dessa maneira. Sempre me vi exatamente ao contrário do que ele me idealizava: a garota perfeita, não é mesmo? A riquinha, meiga, com um rostinho e um corpo bonito. Foi isso que te prendeu aqui durante esse tempo.

Não. Não adianta dizer que é mentira, dizer que por um momento você desejou que realmente pudéssemos ter dado certo. Nunca daria. Você nunca gostou de mim, nunca se importou com o que eu gostava ou sequer pensava. Você necessitava apenas de alguém do seu lado, somente para não se sentir sozinho.

Mas eu fiz bem mais que isso. Eu fiquei. Voltei. Tentei de novo. Só para depois você me dizer que eu não lhe serviria nem como amiga.

Tudo bem, é passado. Te exclui da minha vida. Segui meu caminho como se você nunca tivesse passado por aqui, como se nunca tivesse deixado uma cicatriz enorme. Conheci novas pessoas, novos lugares. Passei a ver o mundo com outros olhos.

Tá tudo colorido agora, sabia? Não consigo mais pensar em você como alguém que me magoou. Você é apenas alguém. Já passou. Já reconstruíram meu sentimento. Já arrancaram você de mim. E é isso, espero que esteja bem. Espero que seja feliz. De você eu levo apenas lembranças. Sem tristeza, apenas lembranças.




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