Você carregou meu sorriso, roubou a minha voz e tirou de mim
o “eu te amo” mais sincero que alguém poderia dizer. E eu me pergunto ás vezes
por qual razão. Por que é que você tinha que entrar na minha vida e sem querer
tornar-se a própria? Somente pra depois dizer adeus.
Somente pra depois você me repassar como uma brincadeira sem
valor. Eu pensei ser sincero, juro. Fui boba ao cogitar que uma pessoa tão
diferente de mim poderia me completar, fui inocente ao acreditar que era
verdadeiro quando você dizia que me amava.
Eu ouvi o que você disse naquele dia. Você se deitou e
sussurrou que finalmente havia achado o amor da sua vida. Você pensa que eu não
ouvi, você pensa que eu não senti a hesitação em suas palavras, mas está
errado. Está tudo gravado.
Talvez amanhã eu diga que te odeio, que você não significa absolutamente nada para mim, mas saiba que estarei mentindo. Muitos passarão, mas você continuará aqui, gravado em mim como uma boa lembrança. Afinal, você carregou meu sorriso, roubou a minha voz e tirou de mim o primeiro e último “eu te amo”.

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