Liguei para uma amiga ontem. Contei a ela o que se passava
na minha cabeça e no meu coração. Como esperado, ela me disse o que fazer. Aconselhou-me
e checou seu infindável ponto de vista milhares de vezes. O resultado? Ouvi e
vi razão em cada uma de suas cortantes frases.
Minha atitude final? O fato é que falei a ela sobre coração
e ela tentou me mostrar o lado racional do sentimento (se é que isso é
possível).
Joguei para o alto tudo aquilo que me propõe a um falso
clichê, desses que me tornam mais uma das garotas frias que nunca se apaixonam
ou simplesmente as bobas românticas que idealizam um príncipe encantado.
Uma vez escrevi “de que vale a paixão sem seus inúmeros
riscos?”. Deixo aos racionais essa simples pergunta. De que vale amar se não
nos colocarmos a frente? Se não sentirmos á flor da pele? Eu digo. De nada
vale, de nada.

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